Resumo O artigo analisa a estrutura produtiva agropecuária do estado do Rio de Janeiro em comparação ao de São Paulo, utilizando a metodologia shift-share no período de 2002 a 2021. O objetivo é compreender as razões da baixa participação da agropecuária na economia fluminense e identificar potenciais regionais de especialização produtiva. A análise mostra que, embora os dois estados possuam estruturas produtivas semelhantes, São Paulo consolidou regiões dinâmicas com polos agroindustriais, enquanto o Rio de Janeiro apresenta elevada concentração econômica na Região Metropolitana e ausência de corredores logísticos que integrem o interior ao mercado consumidor. Os resultados evidenciam que regiões como Serrana, Norte e Centro-Sul fluminense possuem vantagens competitivas latentes, mas não plenamente aproveitadas. Conclui-se que o fortalecimento da agropecuária no Rio de Janeiro depende da implementação de infraestrutura logística e de políticas de integração produtiva capazes de reduzir custos de transporte, ampliar a competitividade e promover maior equilíbrio econômico espacial.