Um estudo sobre a diversificação espacial de riscos climáticos em seguros agrícolas no Brasil ♦
João Vinícius França Carvalho et al.
What the paper says
Resumo A produção agrícola no Brasil representa cerca de 6,9% do PIB e está fortemente exposta a riscos climáticos. Apesar de sua relevância econômica, os efeitos de eventos climáticos adversos sobre os sinistros de seguros agrícolas ainda são pouco conhecidos. Este trabalho avalia os efeitos de variáveis climáticas sobre os sinistros diretos em seguros agrícolas, por meio de modelos de econometria espacial com dados em painel. São utilizados dados oficiais do mercado segurador brasileiro e de medições meteorológicas, mensalmente entre jan/2006 e ago/2023, totalizando 5.460 observações de 26 estados brasileiros. Todos os modelos espaciais estimados apontam consistentemente que as variáveis climáticas estão fortemente associadas aos sinistros. Particularmente, a precipitação não apresenta efeito direto significante, apenas quando afeta simultaneamente múltiplos vizinhos (e.g., enchentes e alagamentos). Já a força do vento e a umidade (indicador principal de secas, se baixa, e de geadas, se elevada e concomitante a baixas temperaturas) são fatores relevantes para explicar os sinistros. Observa-se, também, concentração de prêmios emitidos nas regiões Sul e Sudeste, sugerindo riscos potenciais de concentração geográfica. Os achados podem apoiar (res)seguradoras na diversificação e precificação de portfólios. Também oferecem subsídios a agricultores e formuladores de políticas públicas na mitigação de perdas e alocação de recursos.
Evidence weight
Balanced mode · F 0.40 / M 0.15 / V 0.05 / R 0.40
| F · citation impact | 0.50 × 0.4 = 0.20 |
| M · momentum | 0.50 × 0.15 = 0.07 |
| V · venue signal | 0.50 × 0.05 = 0.03 |
| R · text relevance † | 0.50 × 0.4 = 0.20 |
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